quinta-feira, 6 de março de 2008

Instituto da água tranquilo em relação à seca

Instituto da Água tranquilo em relação à seca

A agricultura e a pecuária não vão ter problemas como no ano passado, apesar de haver carências muito pontuais no território, assegurou ao JN um responsável do Instituto da Água (Inag), entidade que está a dar sequência ao acompanhamento feito pela Comissão para a Seca 2005. Ao contrário de países como a Espanha, França e agora até o Reino Unido, os responsáveis portugueses não vêem razão para medidas restritivas ou outras que não sejam as de planeamento.Ainda que nem em Janeiro nem em Fevereiro tenha chovido nos valores médios para estes meses e Março não esteja a ser muito pluvioso, o Inag considera que a situação em Portugal está bastante mais favorável do que em Março do ano passado, tanto no que respeita ao teor de água no solo e ao armazenamento nas barragens, seja para consumo humano, seja para a agricultura. Para esta actividade, segundo Adérito Mendes, responsável pelo planeamento do Inag,há problemas significativos em três albufeiras do Alentejo, numa da Cova da Beira e em cinco outras do nordeste transmontano. Na zona de Bragança também estão em andamento planos de contingência visando a garantia do abastecimento humano. "Mesmo que não chovesse mais, aguentava-se o Verão", afirma Adérito Mendes que, contudo, acautela uma observação mais precisa das circunstâncias para final de Março. Garante este responsável que o Inag está a trabalhar em diversos instrumentos que acompanhem, no futuro, as situações recorrentes de seca. O facto de grande parte do país ainda se manter em seca fraca ou moderada (só o Algarve recuperou muito bem) não assusta as autoridades portuguesas, ao contrário de outros países com maior pluviosidade. Ainda ontem, a empresa Thames Water, fornecedora de água a oito mulhões de britânicos, decidiu proibir, a partir de Abril, o recurso a mangueiras e sistemas de rega domésticos.

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