quinta-feira, 27 de março de 2008

A água (em termos químicos também designada por: hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou ainda protóxido de hidrogênio) é uma substância que, nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP), encontra-se no estado sólido, mas a temperaturas entre 0º e 100ºC é um líquido visualmente incolor (em pequenas quantidades), inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida conhecidas.
A água possui fórmula química H2O, ou seja, a menor parte da substância que ainda é considerada aquela substância (uma molécula de água) possui em sua composição dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados por meio de ligações químicas. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, sendo encontrada principalmente nos oceanos e calotas polares, e também na atmosfera sob a forma de nuvens, nos continentes em rios, lagos, glaciares e aquíferos, para além da que está contida em todos os organismos vivos.

Melhor água para 91 mil habitantes

Melhor água para 91 mil habitantes

Rio Balsemão poderá vir a revelar-se vital para a população de BaiãoMais de 91 mil habitantes de seis municípios do Douro Sul vão passar a ter água em maior quantidade e de melhor qualidade já em 2008, graças a uma nova barragem a construir no rio Balsemão, uma estação de tratamento (ETA) e quase 140 quilómetros de novas condutas.O investimento, a cargo das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD), ronda os 31 milhões de euros e poderá servir, num futuro próximo, ainda mais 12 mil habitantes da zona ribeirinha do município de Baião, correspondendo a cerca de 60% da respectiva população. Para já, o novo sistema vai abranger as populações de Lamego, Cinfães, Resende, Tarouca, Castro Daire e Vila Nova de Paiva. Amanhã, à tarde, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, preside ao lançamento da obra, na cidade de Lamego. Segundo António Borges, presidente da Câmara de Resende e da Associação de Municípios do Vale do Douro Sul (AMVDS), "este investimento vem colmatar as dificuldades no que toca ao abastecimento de água em quantidade e qualidade, de uma região que quer estar na linha da frente no país, nesta e noutras matérias. Numa região como o Douro e com todo o potencial e expectativas que queremos desenvolver, este tipo de infra-estruturas ajuda a reforçar uma ambição de desenvolvimento", acrescentou.Resolvido a 100%Para Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego, "este investimento é importante para o sistema intermunicipal, mas em especial para Lamego, que como se sabe tem gravíssimos problemas de abastecimento de água". Ainda segundo o autarca, "desta forma o problema de Lamego no que diz respeito a esta matéria ficará resolvido a 100%".Já o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro, avançou, ao JN, que "segundo um estudo das Águas de Portugal, uma das soluções para garantir água de melhor qualidade às populações de Baião poderá ser o recurso às águas do Balsemão, com a colocação de condutas adutoras que atravessem a ponte da Ermida. Esta é uma solução que agrada muito à autarquia e que gostaríamos de ver concretizada".O novo subsistema de abastecimento de água do Balsemão, num investimento que totaliza 31,3 milhões de euros, entre construções, terrenos, projectos e fiscalização, terá origem numa albufeira da nova barragem de Pretarouca, em Lamego. Para além da barragem propriamente dita, que implica um desvio provisório do rio, com um açude de derivação e até uma escada para fauna aquática, será também construída uma nova ponte rodoviária, que vai ligar as localidades de Pretarouca e Dornas, entre outros acessos.O sistema inclui, também, uma estação de tratamento, numa empreitada que já foi consignada após concurso público internacional, e cujo preço rondará os 5,8 milhões de euros.Também já consignadas pelas ATMAD estão as adutoras e os reservatórios de água, pelo preço total de 10,9 milhões de euros. Todas as intervenções são co-financiadas pela União Europeia, em 81% do valor do investimento. Ermelinda Osório

quinta-feira, 6 de março de 2008

Instituto da água tranquilo em relação à seca

Instituto da Água tranquilo em relação à seca

A agricultura e a pecuária não vão ter problemas como no ano passado, apesar de haver carências muito pontuais no território, assegurou ao JN um responsável do Instituto da Água (Inag), entidade que está a dar sequência ao acompanhamento feito pela Comissão para a Seca 2005. Ao contrário de países como a Espanha, França e agora até o Reino Unido, os responsáveis portugueses não vêem razão para medidas restritivas ou outras que não sejam as de planeamento.Ainda que nem em Janeiro nem em Fevereiro tenha chovido nos valores médios para estes meses e Março não esteja a ser muito pluvioso, o Inag considera que a situação em Portugal está bastante mais favorável do que em Março do ano passado, tanto no que respeita ao teor de água no solo e ao armazenamento nas barragens, seja para consumo humano, seja para a agricultura. Para esta actividade, segundo Adérito Mendes, responsável pelo planeamento do Inag,há problemas significativos em três albufeiras do Alentejo, numa da Cova da Beira e em cinco outras do nordeste transmontano. Na zona de Bragança também estão em andamento planos de contingência visando a garantia do abastecimento humano. "Mesmo que não chovesse mais, aguentava-se o Verão", afirma Adérito Mendes que, contudo, acautela uma observação mais precisa das circunstâncias para final de Março. Garante este responsável que o Inag está a trabalhar em diversos instrumentos que acompanhem, no futuro, as situações recorrentes de seca. O facto de grande parte do país ainda se manter em seca fraca ou moderada (só o Algarve recuperou muito bem) não assusta as autoridades portuguesas, ao contrário de outros países com maior pluviosidade. Ainda ontem, a empresa Thames Water, fornecedora de água a oito mulhões de britânicos, decidiu proibir, a partir de Abril, o recurso a mangueiras e sistemas de rega domésticos.

Acesso à água é problema mundial

Acesso à água é problema mundial
Será necessário duplicar os investimentos anuais e favorecer donativos em vez de empréstimos, caso o mundo queira que o lema "água para todos" não fique esvaziado de sentido, quando mais de mil milhões de seres humanos vivem privados deste bem. Esta é a estimativa do Conselho Mundial da Água no relatório apresentado uma semana antes do IV Fórum Mundial da Água, a ter lugar no México.Apesar de a comunidade internacional se dizer empenhada em favorecer o acesso das populações à água, particularmente à água potável e também ao saneamento, cerca de 1,2 mil milhões de pessoas não têm modo de se abastecer deste recurso e 2,5 mil milhões não são servidas por qualquer rede de esgotos. Esta realidade acaba por expressar-se na morte de 25 mil pessoas por dia, das quais metade são crianças, devido a doenças associadas à água ou à carência desta. Segundo o presidente do Conselho Mundial da Água, "mantém-se a tensão sobre este recurso, ainda que ela esteja geograficamente localizada". Em 1950, lembra Loick Fauchon, havia uma disponibilidade de 170 mil metros cúbicos de água por ano e por habitante. Em 2025, o valor ficará reduzido a cinco mil metros cúbicos, o que se deve ao aumento da população e à poluição dos gigantescos aglomerados urbanos, que torna impossível a exploração desse recurso. O Conselho Mundial da Água foi criado em 1996 por instituições internacionais, agrupando hoje 300 e a representação de 60 países. E.F.